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Taiwan inicia trabalhos para abrigar vítimas do tufão Morakot

TAIPEI - O governo de Taiwan iniciou nesta segunda-feira os trabalhos para alojar dezenas de milhares de desabrigados por causa das inundações causadas pelo tufão Morakot, enquanto continuam os trabalhos de recuperação dos cadáveres presos sob montanhas de terra.

Redação com agências internacionais |

Até o momento, as autoridades confirmaram 126 mortes, 61 desaparecidos e 45 feridos, mas a apuração oficial provisória não inclui os soterrados na aldeia de Siaolin, cujo número pode chegar a 491 pessoas.

A ajuda estrangeira começou a chegar a Taiwan e, no domingo, um avião militar americano C-130 aterrissou com materiais para construir alojamentos temporários, na primeira missão americana na ilha desde que, em 1979, Washington cortou os laços oficiais com Taipé para estabelecê-los com Pequim.


Avião americano leva suprimentos a Taiwan / AP

A ilha espera a chegada de outros dois helicópteros americanos CH-53E, procedentes de Okinawa (Japão), que participarão de trabalhos humanitários de resgate e realocação, após o devastador tufão que, segundo o presidente taiuanês, Ma Ying-jeou, pode ter deixado mais de 500 mortos.

"Os Estados Unidos querem que seus helicópteros CH-53E participem do trabalho humanitário", disse um militar à agência governista "CNA", consciente de que esta intervenção pode irritar a China, que não reconhece a independência da ilha e a considera como parte de seu território.

Os helicópteros, que podem transportar até 16 toneladas de carga, viajarão em um transporte anfíbio até as cercanias de Taiwan, e deste local iniciarão voo para a ilha, acrescentou a mesma fonte.

O governo de Pequim, cujas relações com Taiwan melhoraram desde a chegada de Ma ao poder, enviou 100 casas pré-fabricadas, que chegarão amanhã ao porto de Kaohsiung, e prometeu até mil para alojar temporariamente os desabrigados.

Até o momento, as equipes de salvamento taiuaneses evacuaram 37.366 mil vítimas do tufão e distribuíram 45 mil caixas com alimentos, bebidas e remédios nas áreas atingidas, segundo dados do Ministério do Interior taiuanês.


Resgate de desabrigados continua em Taiwan / AP

"O mais importante é o trabalho de realojamento das vítimas e a reconstrução", disse à imprensa o ministro do Interior taiuanês, Liao Liou-yi, chefe do Centro de Emergências do Sul de Taiwan.

As aldeias de Wutai, no distrito de Pingtung; as de Namahsia, Taoyuan e Maolin, no distrito de Kaohsiung; e a da montanha Alishan, no distrito de Chiayi, continuam sem comunicação por estradas, reconheceu o ministro.

O Exército taiuanês informou, em comunicado, que entrou nas áreas atingidas e desenvolve tarefas de desinfecção e de recuperação de cadáveres.

Das 127 estradas e pontes nacionais destruídas por inundações, rios e deslizamentos de terra, 103 já estão reparadas, o que permitiu o envio de equipes de salvamento terrestres.

Após a passagem do "Morakot", que atingiu Taiwan de 7 a 9 de agosto, o mau tempo prejudicou as operações de resgate e salvamento de vítimas isoladas em centenas de aldeias incomunicáveis.

"O trabalho de salvamento só pôde começar em ritmo normal em 10 de agosto", disse à imprensa o chefe do Centro Nacional de Emergências, Mao Chi-kuo.

O presidente taiuanês quer que seja aprovada uma legislação para a evacuação obrigatória de áreas perigosas, evitando que cidadãos se recusem a deixar suas casas.

O governo de Taiwan adotará uma política múltipla de recolocação, oferecendo residências temporárias ou subsídios para os que quiserem se mudar por conta própria, mas não decidiu se as casas destruídas serão reconstruídas.

As áreas atingidas são perigosas e sofrem com recorrentes inundações e deslizamentos de terra, o que levou a considerar a mudança obrigatória de seus residentes e a proibição de construir novas casas nos mesmos lugares.

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