Taipé, 15 ago (EFE) - A diplomacia taiuanesa anunciou hoje uma mudança de estratégia na campanha de adesão às Nações Unidas, ao pedir só uma participação significativa em órgãos especializados.

Vários aliados taiuaneses apresentaram uma resolução sobre a questão para ser debatida na 53ª Assembléia Geral da ONU, que começa no dia 15 de setembro, anunciou o Ministério de Assuntos Exteriores taiuanês.

Em outras ocasiões, Taiwan pediu para ser membro de pleno direito da ONU e, em 2007, fez a solicitação com seu próprio nome, o que gerou protestos da China.

Este ano, a ilha apresenta a "necessidade de examinar os direitos fundamentais dos 23 milhões de cidadãos da República da China (Taiwan) a participar significativamente nas atividades de organismos especializados da ONU", disse o vice-ministro de Assuntos Exteriores, Andrew Hsia, em entrevista coletiva.

A nova iniciativa tenta ser pragmática, perante a ausência de apoio internacional às campanhas anteriores de Taiwan para ingressar na ONU, iniciadas em 1993, acrescentou o diplomata.

Taiwan perdeu seu assento na ONU em 1971, quando a China passou a ocupá-lo, e foi também expulsa de todos os organismos periféricos do organismo internacional.

O novo presidente taiuanês, Ma Ying-jeou, procura um acordo com a China, por meio de uma diplomacia pragmática que alcance maior espaço internacional para a ilha.

Ma iniciou uma aproximação econômica à China e declarou uma trégua unilateral na concorrência diplomática, prometendo que a ilha não tentará roubar aliados de Pequim. EFE flp/db

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