Taiwan alcança pelo turismo 1º escritório oficial na China

Pequim, 4 mai (EFE).- O Governo da ilha de Taiwan, separada da China desde 1949, abriu hoje um escritório de turismo em Pequim, o que representa a primeira representação de uma instituição taiuanesa no gigante asiático após 60 anos de conflitos, informou a imprensa oficial chinesa.

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Pequim, 4 mai (EFE).- O Governo da ilha de Taiwan, separada da China desde 1949, abriu hoje um escritório de turismo em Pequim, o que representa a primeira representação de uma instituição taiuanesa no gigante asiático após 60 anos de conflitos, informou a imprensa oficial chinesa. Em uma região movimentada de Pequim, foi aberto o escritório da Associação de Turismo do Estreito de Taiwan (TSTA), perto do distrito de negócios da capital e junto de pontos turísticos da cidade, detalhou o jornal "China Daily". Yang Rizong dirigirá a delegação e será o primeiro representante oficial do Taiwan na China em mais de seis décadas, embora seja só em nível turístico. Dentro de três dias, China abrirá um escritório turístico similar em Taipé, a capital taiuanesa, outra passagem histórica na reconciliação. O escritório é mais um passo no desenvolvimento do turismo entre ambas as partes no marco de uma abertura de laços sem precedentes, após décadas de isolamento mútuo e coincidindo com o retorno ao poder em Taiwan do partido nacionalista Kuomintang (KMT). Em 2008, Taiwan e China autorizaram um aumento das cotas de turistas chineses que podem visitar a ilha "rebelde", o qual, unido ao desenvolvimento de laços aéreos entre ambas as partes, levou no ano passado 540 mil turistas à área taiuanesa, quatro vezes mais que em 2008. Taiwan se separou unilateralmente da China em 1949, quando as tropas do KMT se refugiaram ali após serem derrotados pelos comunistas na guerra civil que durou quatro anos. China considera a ilha parte de seu território e se considera no direito de usar a força para recuperá-la, segundo as leis nacionais, mas nos últimos anos optou pela diplomacia e uma aproximação através de pequenos gestos como o de hoje. EFE abc/dm

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