Taiwan aceita estabelecer contato militar com a China

Taipé, 9 mar (EFE).- A ilha de Taiwan quer criar um órgão semioficial para manter contato com os militares chineses e, assim, consolidar a paz, declarou hoje à imprensa Lisa Chi, funcionária do Ministério da Defesa.

EFE |

Esta é a primeira resposta positiva da ilha à oferta de negociações militares feita pelo primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, durante discurso à Assembleia chinesa na semana passada.

No entanto, o gigante asiático diz que só negocia sob a premissa de que "só há uma China", enfoque que transforma Taiwan de um país independente em uma província de Pequim sob Governo comunista.

O atual presidente taiuanês, Ma Ying-Jeou, que defende uma política de distensão com a China, aceita uma possível união "em democracia e liberdade", mas não que Taiwan seja parte da República Popular da China.

Ele disse que, antes de abordar temas políticos e assinar um acordo de paz, a ilha quer dar prioridade às negociações econômicas e de caráter civil.

Taiwan separou-se da China continental em 1949, no fim da guerra civil chinesa, quando o Governo nacionalista chinês se refugiou na ilha após ser derrotado pelos comunistas.

A China mantém cerca de 1,5 mil mísseis em torno de Taiwan, segundo dados dos militares taiuaneses, e até hoje não renunciou ao uso da força para conseguir a união. EFE flp/jp/sc

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