Tailândia retira acusação de rebelião contra líderes opositores

Bangcoc, 9 out (EFE).- O Tribunal de Apelações da Tailândia retirou hoje a acusação de rebelião contra os líderes da opositora Aliança Popular pela Democracia (PAD), condição prévia que tinham exigido para se entregarem à Polícia.

EFE |

Segundo a decisão, os acusados cometeram "atos ilegais", mas não serão processados por rebelião, conspiração pela insurreição nem por desacato à autoridade por se negarem a acabar com os protestos.

O juiz manteve as acusações de reunião ilegal e de provocação à Polícia.

Suwat Apaipak, o advogado do PAD, tinha anunciado anteriormente que os sete líderes da legenda acusados e ainda não detidos aceitavam se entregar à Polícia se a acusação de rebelião fosse retirada.

No dia 27 de agosto, o Tribunal de Bangcoc emitiu as citadas ordens contra nove membros da PAD, cujos seguidores ocupam desde então a sede do Governo na capital.

Dois deles, Chamlong Srimuang e Chaiwat Sinsuwong, foram detidos no domingo passado, gerando uma nova onda de protestos que culminou na terça-feira com uma reação da Polícia que deixou dois mortos e quase 500 feridos.

Os outros sete dirigentes do PAD ordenaram seus seguidores a marchar em direção ao Parlamento, ação que motivou a intervenção da Polícia.

"Se o juiz retirar a acusação de rebelião, pedirei a liberdade sob fiança para Srimuang e Sinsuwong e o resto se entregará à Polícia e enfrentará nos tribunais as outras acusações", disse o advogado do PAD, Suwat Apaipak.

O crime de rebelião pode ser punido com a pena de morte ou a prisão perpétua na Tailândia. EFE tai/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG