Tailândia mantém estado de exceção após atentado a político

Bangcoc, 17 abr (EFE).- O Governo da Tailândia decidiu hoje manter o estado de exceção em Bangcoc e cinco províncias vizinhas, depois do atentado contra Sonthi Limthongkul, principal líder do movimento opositor ao ex-premiê Thaksin Shinawatra.

EFE |

O atual chefe de Governo tailandês, Abhisit Vejjajiva, do Partido Democrata, anunciou a decisão na saída de uma reunião com seu Gabinete. O premiê, porém, não informou por quantos dias mais vai vigorar a medida, que permite desdobrar o Exército nas ruas e proíbe reuniões públicas com cinco ou mais pessoas.

Vejjajiva disse que será convocada uma sessão no Parlamento na "próxima quarta ou quinta-feira" para discutir a profunda crise política e os protestos organizados pela Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura (camisas vermelhas), plataforma que apoia Shinawatra e que busca derrubar o Governo.

Limthongkul ficou ferido na cabeça durante um ataque em que seu veículo foi fuzilado em Bangcoc.

O atentado ocorre três dias depois de os rivais da aliança de Limthongkul, os camisas vermelhas partidários de Shinawatra, abandonarem quase três semanas de mobilização para exigir o fim do Governo Vejjajiva.

A Tailândia vive há três anos uma profunda crise política motivada pela disputa entre partidários e opositores de Shinawatra, deposto por um golpe em 2006. EFE grc/rr

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