Bangcoc, 25 dez (EFE).- Um tribunal tailandês estendeu por mais 12 dias a detenção dos cinco tripulantes do avião retido no país há duas semanas com 35 toneladas de armamento procedentes da Coreia do Norte.

A ordem foi dada pelo Tribunal Penal de Bangcoc, capital tailandesa, um dia antes do fim do primeiro prazo de detenção, solicitado pela Polícia para investigar o caso.

Um porta-voz policial disse que não está descartada a ideia de pedir outra ampliação do período de detenção para os cinco membros da tripulação - quatro do Cazaquistão e um de Belarus.

Os tripulantes serão acusados de tráfico de armas de guerra. O material foi declarado como equipamento para perfuração de poços de petróleo.

O arsenal inclui plataformas de lançamento de mísseis, foguetes e outros itens não revelados pelas autoridades da Tailândia. O alerta sobre a periculosidade da carga veio dos Estados Unidos.

De propriedade da companhia Air West, com sede no estado americano da Geórgia, o avião acabou retido em 12 de dezembro, depois de parar para reabastecimento no aeroporto de Bangcoc.

De acordo com fontes oficiais, especialistas das forças de segurança tailandesas terminarão semana que vem de analisar as armas, cujo destino não foi revelado.

Um porta-voz do Governo explicou que faziam parte do armamento plataformas de lançamento múltiplas de mísseis que aparentam ser os M-1991 e M-1985, ambos de fabricação norte-coreana e com alcance de aproximadamente 60 quilômetros.

O caso foi parar na Nova Zelândia, já que o Governo local anunciou uma investigação para esclarecer o suposto vínculo de uma companhia do país com as armas. O aluguel da aeronave para o transporte teria sido contratado por uma empresa chamada SP Trading, com sede na cidade de Auckland.

A alfândega neozelandesa confirmou que a SP Trading consta como uma empresa propriedade do GT Group, uma consultoria financeira com sede em Vanuatu e usada para lavagem de dinheiro.

A última resolução do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas contra a Coreia do Norte, estipulada após o teste nuclear de maio, impõe e punições severas àqueles que comercializarem, financiarem e trabalharem no desenvolvimento do arsenal do regime de Kim Jong-il.

O avião, que decolou de Pyongyang e parou primeiro na Ucrânia, voltaria ao país de origem após fazer escalas na Tailândia, Sri Lanka e Emirados Árabes Unidos. Não foi revelado onde a carga ficaria. EFE.

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