Bangcoc, 13 ago (EFE).- O Ministério de Exteriores da Tailândia estuda a possibilidade de voltar a suspender o passaporte diplomático do ex-primeiro-ministro deposto Thaksin Shinawatra, exilado no Reino Unido para não responder aos processos abertos contra ele por corrupção.

O ministro de Exteriores Tej Bunnag argumentou que a medida está sendo "estudada", após a ordem de busca e captura emitida pela Corte Suprema, informou hoje uma nota do Ministério.

Em fevereiro, o Governo devolveu a Shinawatra seu passaporte diplomático, que a Tailândia outorga a todos os ex-chefes do Executivo, mas que tinha sido revogado pelos militares que lhe tiraram do poder em setembro de 2006.

Shinawatra, dono do clube de futebol inglês Manchester City, anunciou há três dias que se exilaria no Reino Unido, pois estava preocupado com sua segurança e não confiava no sistema judiciário tailandês.

O ex-primeiro-ministro e sua esposa, Pojaman, não se apresentaram na segunda-feira perante o tribunal que lhes julga por um delito de desvio de fundos públicos e que lhes concedeu a liberdade após depositar uma fiança de oito milhões de bats (US$ 237 mil).

Ambos decidiram viajar para Londres da China, para onde tinham ido com a permissão do juiz para assistir à cerimônia de inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Há duas semanas, Pojaman foi condenada a três anos de prisão após ser julgada culpada de evasão de impostos no valor de 546 milhões de bats (US$ 16,3 milhões) por irregularidades na venda do conglomerado de seu marido, Shin Corp.

Antes de chegar ao poder em 2001, Shinawatra transferiu para sua esposa, seus dois filhos e outros membros de sua família a maior parte de seus bens.

O magnata governou a Tailândia entre 2001 e 2006, quando foi derrubado por um golpe de Estado dado por militares, que estabeleceram uma comissão para investigar todos os casos de desvio de fundos públicos atribuídos à sua família e seus familiares. EFE grc/gs

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.