Tailândia e Indonésia discutem crise de imigrantes birmaneses

Jacarta, 20 fev (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, iniciou hoje sua primeira visita oficial à Indonésia para discutir a crise dos imigrantes ilegais birmaneses deixados no mar.

EFE |

Vejjajiva, que reconheceu recentemente o envolvimento de seu Exército na expulsão dos imigrantes para alto-mar sem água nem comida, abordou o escândalo com o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono.

Este é uma primeira aproximação bilateral sobre a questão, que previsivelmente será debatida de forma extra-oficial no âmbito da próxima cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que será realizada na próxima semana na Tailândia.

A Indonésia, que recolheu do mar várias barcas com centenas de imigrantes birmaneses à deriva, já combinou com a Tailândia resolver o problema através do Processo de Bali, um mecanismo prático criado em 2002 para combater o tráfico de pessoas com ou sem consentimento e outros crimes dentro da Asean.

A Tailândia também propôs que a questão dos imigrantes seja debatida conjuntamente por todos os países envolvidos, entre os quais inclui Bangladesh, Índia, Indonésia, Malásia, Mianmar (antiga Birmânia) e Tailândia.

Apesar de seu interesse para acabar com a crise, Vejjajiva afirmou que os imigrantes, da etnia muçulmana rohingya, não devem receber asilo político na Tailândia, pois só desejam trabalhar em seu país.

Nos últimos meses, milhares de pessoas desta etnia chegaram em pequenos barcos lotados ao litoral da Tailândia e da Indonésia, que se negam a recebê-los e se defendem de acusações de maus tratos. EFE jpm/fal

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