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Tailândia diz que suspenderá estado de exceção quando puder

Bangcoc, 16 abr (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, disse hoje aos diplomatas estrangeiros e seu país que quando a situação permitir suspenderá o estado de exceção em Bangcoc e cinco províncias.

EFE |

"Os diplomatas, como todos os tailandeses, percebem que a situação melhorou nos últimos dias", disse o governante pela televisão nacional após sair de reunião com cerca de 70 representantes estrangeiros sobre a crise vivida no país por protestos da oposição.

Vejjajiva afirmou que se reunirá com o secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), o também tailandês Surin Pitsuwan, a fim de decidir a melhor data para realizar a Cúpula asiática.

Marcada para o sábado, ela precisou ser cancelada, depois que os manifestantes invadiram o hotel onde ela seria aberta, em Pattaya, cerca de 160 quilômetros ao sul de Bangcoc.

"Não permitirei que a cúpula volte a ser cancelada. Revisarei pessoalmente a segurança", prometeu o premiê, admitindo que falharam as medidas adotadas para proteger os chefes de Estado e de Governo, algum dos quais precisaram ser retirados em helicópteros do hotel de Pattaya.

No dia seguinte ao adiamento da reunião, o Governo declarou estado de exceção em Bangcoc e em cinco províncias vizinhas e tirou o Exército das ruas para acabar com as manifestações da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, partido do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto em 2006.

Após quase 48 horas de incidentes violentos que deixaram dois mortos e 123 feridos, diversos comandantes do protesto cancelaram as manifestações e abandonaram o cerco que faziam há 20 dias ao Palácio de Governo, em Bangcoc.

A Justiça tailandesa emitiu 36 ordens de detenção contra Shinawatra e os chefes dos protestos, por assembleia ilegal e por incitar a alterar a ordem pública.

O Ministério de Relações Exteriores também revogou o passaporte do multimilionário Shinawatra, que vive um exílio voluntário e foi condenado em outubro, à revelia, a dois anos de prisão por abuso de poder durante o tempo que governou o país, de 2001 até o golpe que o derrubou, em 2006.

A Tailândia atravessa uma profunda crise institucional pela luta entre detratores e defensores de Shinawatra. EFE grc/jp

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