Tailândia deporta ao Laos 4 mil da minoria hmong aliada dos EUA

Bangcoc, 28 dez (EFE) - O Exército da Tailândia começou hoje a deportação ao Laos de 4,4 mil pessoas da minoria hmong, apesar da comunidade internacional advertir do risco de perseguição do regime laosiano.

EFE |

Com o apoio de forças especiais, milhares de soldados munidos de material antidistúrbios retiraram em grupos homens, mulheres e crianças que moravam no campo de Huay Nam Khao, situado a 280 quilômetros ao norte de Bangcoc.

Quase todos receberam a ordem de subir nos caminhões militares que os transportariam até Nong Khai, para atravessar depois em ônibus a ponte construída sobre o rio Mekong, na fronteira entre Tailândia e Laos.

Quando a deportação já estava em andamento, Washington pediu ao Governo da Tailândia que cancelasse a operação ressaltando que significava uma "séria violação" aos direitos humanos.

"Os Estados Unidos solicitam de forma urgente às autoridades da Tailândia que suspendam a operação", indicou o Departamento de Estado americano em comunicado.

As autoridades tailandesas não permitiram que o pessoal do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), os ativistas de grupos não-governamentais comprometidos com a defesa dos direitos humanos e também aos jornalistas, observassem a operação de despejo e expulsão dos hmong.

Os membros desta tribo das montanhas que combateu ao lado das forças americanas durante a Guerra do Vietnã e ajudou à CIA (agência de inteligência americana) a desenvolver operações secretas no Laos e também no sul da China, são conhecidos como os "aliados esquecidos" dos Estados Unidos. EFE tai/dm

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