Tailândia declara estado de emergência para conter protestos

O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, declarou estado de emergência em Bangcoc nesta quarta-feira, depois de quase um mês de protestos, incluindo um cerco por ativistas opositores ao principal distrito comercial da cidade.

iG São Paulo |

Em pronunciamento em rede nacional de tevê, Abhisit disse que o estado de emergência deve ajudar as autoridades a prender lideranças dos "camisas vermelhas", movimento que lidera protestos contra o governo que tem levado milhares de pessoas às ruas pedindo novas eleições no país.

Parlamento invadido

Os "camisas vermelhas", que exigem a renúncia do primeiro-ministro tailandês Abhisit Vejjajiva, retiraram-se do Parlamento nesta quarta-feira, pouco depois que várias autoridades do governo deixaram o local de helicóptero. 

Quase 5 mil "camisas vermelhas", simpatizantes do ex-premiê exilado Thaksin Shinawatra, invadiram o local depois de superar uma barreira de segurança com um caminhão.

"Nossa missão está cumprida e podemos voltar a nossa base", declarou Korkaew Pikulthong, um dos líderes do protesto.


Manifestantes pulam portão para invadir Parlamento tailandês / Reuters

Crise política

A Tailândia atravessa uma profunda crise política, fruto da disputa entre os partidários e opositores de Shinawatra.

O ambiente político na Tailândia é instável desde 2006, quando manifestantes de camisas amarelas, contrários a Shinawatra, começaram a exigir a denúncia do primeiro-ministro, acusado de corrupção.

Um golpe de Estado acabou depondo Shinawatra, mas aliados dele voltaram ao poder em 2008 e ocuparam o gabinete do primeiro-ministro por três meses e os dois principais aeroportos de Bangcoc por uma semana.

Ainda em 2008, o governo do Partido do Poder do Povo, de Shinawatra, foi dissolvido acusado de fraude eleitoral. Os "camisas vermelhas" da Frente Unida consideram ilegítimo o governo de coalizão liderado pelo Partido Democrata por não ter sido eleito nas urnas, mas por meio de pactos parlamentares após a dissolução.

Atualmente, Thaksin vive em autoexílio em Dubai, depois de ter sido condenado à revelia a dois anos de prisão por abuso de poder. Os seus simpatizantes afirmam que o julgamento foi político.

Esta semana e após dois encontros para negociações, os líderes dos "camisas vermelhas" rejeitaram a oferta do primeiro-ministro de dissolver o Parlamento e realizar eleições legislativas no final de 2010 e insistiram em que o processo comece em abril.

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