Tailândia declara estado de emergência; ministério é invadido

Por Kittipong Soonprasert BANCOC (Reuters) - O primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva declarou estado de emergência no domingo para controlar a turbulência política na Tailândia e prometeu ações severas contra manifestantes após os protestos que forçaram o cancelamento da Cúpula dos Países Asiáticos.

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Com tiros de advertência, tropas do governo tentaram conter manifestantes que invadiram o ministério do Interior na Tailândia no domingo após Abhisit decretar estado de emergência. Eles cercaram e golpearam com bastões o carro do primeiro-ministro na saída do ministério.

Partidários do ex-premiê Thaksin Shinawatra invadiram o prédio da cúpula asiática em Pattaya, forçando a retirada dos mandatários por helicóptero. Após declararem vitória no local, cerca de 40.000 manifestantes se reuniram durante o dia no centro de Bangcoc.

O cancelamento da cúpula atinge a credibilidade do governo e é um novo golpe à economia do país, segundo analistas.

Thaksin vive em auto-exílio, mas sua ausência não diminuiu as tensões entre monarquistas, militares e a elite --que o acusam de corrupção-- e a população carente beneficiada por suas políticas populistas.

Abhisit apareceu na televisão para avisar partidários de Thaksin para acabar com os protestos ou enfrentar medidas severas sob o estado de emergência.

"Nós queremos pedir a vocês para pararem com essas ações. É necessário que o governo adote as medidas permitidas pelo estado de emergência, a fim de restabelecer a paz da nação", ele disse no pronunciamento na TV, horas depois de ter seu carro atacado.

Manifestantes destruíram dois veículos militares perto da central da polícia. Outros dançavam em cima dos carros. Blindados militares circulavam pela capital.

Um porta-voz do exército, em um comunicado na televisão, informou que o público não deveria se alarmar com o movimento desses veículos, pois não significa um golpe, mas parte das medidas de segurança adotadas por Abhisit.

O protesto diante da sede do governo --o foco das manifestações desde março-- diminuía com a saída dos moradores da capital às vésperas dos três dias de feriado do Ano Novo Tailandês a partir de segunda-feira.

Líderes do grupo camisas-vermelhas, pro-Thaksin, Frente Unida pela Democracia contra a Ditadura (UDD), disseram ter "prendido" um dos seguranças do primeiro-ministro, afirmando que ele teria matado um manifestante durante o protesto no ministério. Testemunhas afirmam não ter visto ninguém atingido por tiros.

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