Tailandeses temem maior protecionismo nos EUA após vitória de Obama

Bangcoc, 6 nov (EFE).- Os empresários tailandeses temem que a chegada de Barack Obama à Casa Branca estimule o protecionismo nos Estados Unidos e atrase a assinatura de Tratados de Livre-Comércio (TLC) com outras nações como a Tailândia, como medida para combater a crise financeira.

EFE |

O presidente do Conselho Econômico e Comercial da Tailândia, Pramon Suthiwong, disse que Obama aumentará as barreiras comerciais contra os mercados emergentes para proteger a indústria local, informou hoje a imprensa local.

"Os Estados Unidos não mudarão sua política econômica em relação a outros países durante pelo menos um ano, mas temo que o TLC com a Tailândia sofrerá uma estagnação", acrescentou.

"Acreditamos que o novo presidente dos Estados Unidos protegerá a indústria própria acima da promoção de novos acordos de livre-comércio, o que afetará negativamente as exportações da Ásia e Tailândia", coincidiu Prakit Apisarthanarax, presidente da Prakit Holdings, uma empresa de consultoria que oferece serviços de gestão empresarial e financeira.

O conselheiro econômico da Embaixada dos Estados Unidos em Bangcoc, Robert Griffiths, negou que a Tailândia vá enfrentar os efeitos de um maior protecionismo sob o Governo de Obama, e acrescentou que o democrata nunca se manifestou contra os TLCs.

"As relações comerciais e internacionais poderiam mudar, mas é muito cedo para assegurar qualquer coisa", acrescentou.

Griffiths indicou que o mais provável é que os Estados Unidos não iniciem negociações sobre novos acordos de livre-comércio com outros países, mas mantenham os compromissos em curso, como no caso da Tailândia.

Os Estados Unidos são os maiores importadores de produtos tailandeses, com 11,3% do total, um volume de negócio que este ano alcançará os US$ 40 bilhões. EFE grc/mh

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