Tailandeses cercam Parlamento para tentar derrubar Governo

Bangcoc, 24 nov (EFE).- Milhares de manifestantes cercaram hoje o prédio do Parlamento da Tailândia em uma tentativa de forçar a queda do Governo, após mais de cinco meses de protestos e focos de violência que puseram o país em uma profunda crise.

EFE |

O presidente da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), Chai Chidchob, se viu obrigado a suspender a sessão parlamentar depois que militantes da Aliança do Povo para a Democracia, organizadora das manifestações, cortaram o fornecimento de energia e bloquearam os acessos ao plenário.

Os cerca de 16 mil manifestantes conseguiram suspender a sessão no Parlamento, mas a "batalha final" anunciada por seus líderes para esta segunda-feira, foi mais um episódio da campanha de cerco e derrubada do Governo do primeiro-ministro da Tailândia, Somchai Wongsawat.

Chidchob anunciou mais tarde que a sessão, na qual deveriam ser aprovados os assuntos da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que acontecerá de 8 a 9 de dezembro na cidade tailandesa de Chiang Mai.

Depois do fim ao cerco ao Parlamento, os ativistas da Aliança do Povo para a Democracia, seguiram para a frente da Delegacia da Polícia Metropolitana, enquanto outras centenas se concentraram nos acessos ao antigo aeroporto de Don Muang, onde funciona a sede temporária do Governo.

Na sede do Executivo, ocupada pelos seguidores da Aliança do Povo para a Democracia, os líderes dos protestos disseram ter vencido por terem conseguido impedir a realização da sessão no Parlamento.

O general reformado Chamlong Srimuang, um dos dirigentes dos protestos, disse ontem que se a Aliança do Povo para a Democracia não conseguir derrubar o Governo, os manifestantes deixariam os protestos, que acontecem desde maio.

Em declarações à imprensa no Peru, Wongsawat reiterou que não pretende renunciar e pediu diálogo.

"Devemos falar e conseguir a reconciliação", disse Wongsawat, que deve retornar à Tailândia na quarta-feira.

Protegidos por centenas de voluntários com pedaços de madeira e barras de metal, os manifestantes continuam acampados na sede do Governo.

Os sindicatos do setor público, que representam 200 mil funcionários públicos e empregados de 43 empresas estatais, reiteraram que amanhã declararão uma greve em todo o país em apoio à Aliança do Povo para a Democracia se o primeiro-ministro não renunciar.

"Pode ser que amanhã ou dentro de três dias, mas os dias deste Governo e seus aliados estão contados", destacou convencido um dos manifestantes entrincheirados na sede do Governo. EFE grc/wr/jp

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