A Sérvia continuará a cooperar com o Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia em Haia, e nenhuma pressão suplementar sobre o país é necessária, declarou neste domingo o presidente sérvio, Boris Tadic.

"Hoje, ninguém pode dizer que a Sérvia não estava pronta para prender as pessoas indiciadas" pelo TPI e a demonstrar "sua inteira disposição em cooperar" com esta instância, declarou o presidente Tadic, em sua primeira intervenção pública desde a detenção de Radovan Karadzic.

"Hoje, ninguém pode dizer que a Sérvia se esquiva da justiça internacional e não respeita a lei internacional", acrescentou Tadic, sem citar diretamente Karadzic, o ex-chefe dos sérvios da Bósnia cuja detenção foi anunciada pelas autoridades de Belgrado em 21 de julho.

"Todos os que pretendem exercer uma pressão suplementar sobre a Sérvia (para prender os demais indiciados pelo TPI) estão arrombando portas abertas, pois a Sérvia não apenas mostrou sua vontade e sua determinação, mas também tomou medidas concretas para garantir esta coooperação" com o Tribunal, afirmou o presidente sérvio.

Depois da captura do ex-líder político dos sérvios da Bósnia, a justiça internacional aguarda agora a detenção do general Ratko Mladic, chefe militar dos sérvio-bósnios durante a guerra da Bósnia (1992-1995).

A União Européia (UE) também pediu às autoridades sérvias a detenção do ex-chefe dos sérvios da Croácia, Goran Hadzic, também indiciado pelo TPI.

Os europeus consideram a detenção pela Sérvia destes dois fugitivos como um primeiro passo na direção de uma eventual adesão do país à UE.

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