Tadic diz que Sérvia não renunciará a entrar na UE e ao Kosovo

Belgrado, 3 ago (EFE).- O presidente da Sérvia, Boris Tadic, disse hoje que seu país não renunciará a entar na União Européia (UE) e à batalha pela preservação de sua integridade territorial no Kosovo.

EFE |

"Este Governo não renunciará à proteção dos interesses nacionais do Estado da Sérvia e de todos os seus cidadãos, e de todo o povo sérvio", disse Tadic, em entrevista coletiva, em Belgrado.

"Não renunciará a nenhum preço a transformar o país em membro da UE. Mas isso não quer dizer que aceitará chantagens, mas insistirá na política de princípios", disse.

"Isso quer dizer, ao mesmo tempo, que a Sérvia nunca renunciará a sua integridade territorial no Kosovo", disse Tadic.

Tadic afirmou que a Sérvia usará "exclusivamente os meios diplomáticos e políticos" na proteção de sua integridade territorial e da soberania.

O presidente sérvio insistiu que seu país pedirá "com todas suas forças" a opinião da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre se a proclamação unilateral da independência do Kosovo, em fevereiro, e seu reconhecimento por parte de alguns países foram uma violação do direito internacional.

A independência do Kosovo foi reconhecida até agora por 43 países, entre eles Estados Unidos e grande parte dos membros da UE.

A Sérvia já anunciou que apresentará em setembro uma iniciativa para pedir a opinião da CIJ, passo para o qual precisa ter maioria na Assembléia Geral da ONU.

Tadic também destacou que o cumprimento dos compromissos internacionais por parte de Belgrado e sua cooperação com o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) "aumenta a credibilidade" do país no plano internacional.

As autoridades de Belgrado detiveram no dia 21 de julho Radovan Karadzic, ex-presidente da República Sérvia da Bósnia e acusado de crimes de guerra, que será julgado pelo TPII, com sede em Haia (Holanda).

Tadic também criticou o TPII por suas recentes decisões de absolver das acusações de crimes de guerra contra os sérvios o ex-comandante guerrilheiro albano-kosovar Ramush Haradinaj e o ex-comandante das forças bósnio-muçulmanas em Srebrenica Naser Oric, e disse que espera a reativação dos processos contra eles. EFE Sn/wr/an

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