Viena, 1 out (EFE) - O consumo de tabaco causa a morte prematura de 660 mil cidadãos dos 27 países-membros da União Européia (UE), alertou o Fórum de Saúde Europeu, que inaugurou hoje sua 11ª edição, na cidade austríaca de Bad Gastein. Estes dados, publicados pela agência austríaca APA, foram fornecidos hoje pelo médico Reiner Brettenhaler, da Associação Médica Austríaca, no primeiro dia do que é considerado o encontro de profissionais da saúde mais importante da UE. As leis que proíbem o fumo em lugares públicos foram defendidas no fórum como uma das mais efetivas medidas de prevenção contra os efeitos do tabaco. Desta forma, foram apresentados dois estudos que demonstram a eficácia das decisões políticas como elementos de prevenção. Uma das pesquisas se centrou na cidade de Roma, na Itália, e concluiu que, após a entrada em vigor da proibição, o número de síndromes cardíacas agudas, como infartos e anginas de peito, diminuiu 15%. Em pesquisa semelhante desenvolvida na Holanda, a queda foi de 17%. O efeito maior foi para os não fumantes. O que significa que os legisladores também podem fazer algo pela prevenção, disse à imprensa Willian Winjs, membro da Sociedade Européia de Cardiologia.

As medidas preventivas são essenciais nos setores de tabaco, álcool e alimentação, disse Brettenhaler, que defendeu o papel dos médicos de família no tema.

Como exemplo, ele afirmou que são muito poucos os fumantes que deixam o cigarro sem ajuda de profissionais.

No entanto, Brettenhaler reconheceu que o trabalho dos clínicos gerais é dificultado pelo grande número de consultas, o que os impede de dedicar tempo suficiente aos pacientes.

Com relação a isso, alertou que a simples recomendação não é suficiente e disse que apenas 10% dos fumantes deixam de fazê-lo pelo simples conselho de seu médico.

Além disso, destacou o problema do acesso aos mais jovens, que vão pouco ao médico, o que, para Brettenhaler, torna essencial a colaboração com os centros de ensino na tarefa de prevenção contra o tabaco.

O fórum de saúde reúne este ano 620 especialistas de 45 países e terminará no próximo sábado. EFE as/rb/db

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