Sydney se transforma para as Jornadas Mundiais da Juventude

Sydney, metrópole hiperativa e festiva, capital da comunidade homossexual da região Ásia-Pacífico, tomou, durante as Jornadas Mundiais da Juventude, as feições de uma cidade banhada de piedade e alegria.

AFP |

Jovens com T-shirts e emblemas com os dizeres "Jesus me ama", ruas animadas pelo som de coros cristãos, alvoradas religiosas, preces matinais muito raras na "Cidade esmeralda", Sydney está quase irreconhecível.

A multidão de 215.000 peregrinos invadiu os transportes públicos.

Por todos os lados, telas gigantes instaladas em diferentes pontos, fazem desfilar mensagens de Bento XIV.

"Todos se sentem muito amados", afirma Nicole Saati, uma californiana de 16 anos.

Momento marcante dessas JMJ, o caminho da cruz, a via-crúcis, que tem como cenário locais emblemáticos da capital, começou com um clima de festa no exterior da catedral de St Mary, onde jovens cristãos agitavam bandeiras, tocavam tambor e escandiam "Benny, Benny", diminutivo afetuoso de Bento XVI.

"São barulhentos, mas felizes", comenta Kristina Keneally, porta-voz durante as JMJ do governo de Nova Gales do Sul, que tem Sydney como capital.

Os moradores da metrópole estiveram agradavelmente surpreendidos: haviam sido advertidos que as JMJ acarretariam restrições ao trânsito e enormes engarrafamentos, mas a freqüência dos ônibus e dos trens foi aumentada e o tráfego flui normalmente.

"Pedestres caminham sem riscos na George Street, e - na rua, o que é um verdadeiro milagre - encontra-se adolescentes sorridentes e polidos", escreveu um morador, Robert Verhey, numa carta ao jornal Sydney Morning Herald.

"Não pratico a religião há algum tempo, mas...aleluia!", concluiu ele.

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