Sydney (2000): Má sorte e trapalhadas deixam Brasil sem ouro

Redação Central, 6 ago (EFE).- Diante da grande campanha em Atlanta, o Brasil investiu ainda mais para superar marcas nos Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney, mas surpreendentemente fracassou até em esportes onde o ouro era quase certo.

EFE |

Um símbolo da campanha brasileira na Austrália foi o cavaleiro Rodrigo Pessoa, que era grande candidato ao ouro na prova dos saltos por equipe. Precisava apenas zerar o percurso para garantir o primeiro lugar, mas o cavalo Baloubet du Rouet refugou e se recusou a saltar.

Com isso, a equipe formada por Pessoa, Alvaro Affonso de Miranda Neto - o Doda -, Luiz Felipe Azevedo e André Johannpeter ficou só com o bronze. Este último ainda terminou em quarto na prova individual.

O país ainda sofreria outras decepções. O vôlei de praia feminino, que havia conquistado os dois primeiros lugares em Atlanta, desceu um degrau e ficou com prata e bronze.

As favoritas Adriana Behar e Shelda perderam a final para a dupla australiana Kerri Pottharst e Natalie Cook. O bronze veio com Adriana Samuel e Sandra Pires, que venceram as japonesas Takahashi e Saiki.

Já no masculino, outra prata: os também favoritos Zé Marco e Ricardo perderam a decisão para os americanos Eric Fonoimoana e Dain Blanton por 2 sets a 0, com parciais de 12-11 e 12-9.

Até no iatismo, Robert Scheidt ficou sem o ouro na classe Laser, ao perder o primeiro lugar para o britânico Ben Ainslie na última regata. Torben Grael e Marcelo Ferreira ficaram com o bronze na Star.

Por outro lado, o revezamento 4x100 masculino surpreendeu ao levar a prata com André Domingos, Claudinei Quirino, Edson Luciano Ribeiro e Vicente Lenílson, que ficaram atrás apenas dos americanos.

Em outro revezamento, o da natação, veio o bronze com Carlos Jayme, Edvaldo Valério, Fernando Scherer - o Xuxa -, e Gustavo Borges.

Outra surpresa positiva foi a prata do peso leve Tiago Camilo, de apenas 18 anos, no judô. Além dele, o médio Carlos Honorato também terminou em segundo, mantendo a tradição de medalhas no esporte.

O basquete feminino também deu mostras de superação. Sem Hortência e Paula, a equipe comandada em quadra por Janeth conquistou o bronze, ao vencer a Coréia do Sul por 84 a 73.

Em outro esporte coletivo feminino, o vôlei, veio mais um bronze.

Depois de perder novamente para Cuba nas semifinais, as brasileiras derrotaram as americanas para garantir o lugar no pódio.

Já no futebol, a seleção masculina dirigida por Vanderlei Luxemburgo e contando com Ronaldinho Gaúcho chegou badalada, mas caiu ainda nas quartas-de-final, em outra derrota na morte súbita para uma seleção africana.

Desta vez, o carrasco foi Camarões, que venceu por 2 a 1 e mais tarde conquistaria o ouro, a exemplo da Nigéria, quatro anos antes.

No feminino, as brasileiras perderam a vaga na final numa derrota magra de 1 a 0 para as americanas, e também ficaram sem o bronze, ao caírem diante da Alemanha.

A delegação brasileira foi composta por 205 atletas. O destaque ficou por conta da presença feminina, com 94 esportistas, quase o mesmo número dos homens, 111 ao todo.

O Brasil ainda teve representantes no boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, nado sincronizado, saltos ornamentais, futebol, ginástica artística e rítmica, handebol, levantamento de peso, remo, taekwondo, tênis, tênis de mesa e triatlo. EFE ev/plc

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