Após o fim da União Soviética, os serviços de espionagem da Rússia ficaram por conta do Serviço de Inteligência Exterior (SVR)

O Serviço de Inteligência Exterior (SVR) da Rússia é o órgão sucessor da mítica KGB, o serviço de espionagem soviético no qual o primeiro-ministro russo Vladmir Putin trabalhou.

Na segunda-feira, os Estados Unidos anunciaram a prisão de dez pessoas formadas pelo SVR para "obter informações" (...) "infiltrando-se nos círculos políticos americanos", um episódio que lembra a época da Guerra Fria , quando a famos KGB atuava.

Quando a União Soviética desapareceu, as atividades da KGB foram confiadas a duas instituições diferentes: o SVR (Serviço de Inteligência Exterior) e o FSB (Serviço Federal de Segurança), responsável pela informações de inteligência na Rússia, como a contraespionagem.

"O SVR é parte integrante das forças responsáveis pela segurança e está preparado para defender a segurança dos indivíduos, da sociedade e do Estado contra as ameaças exteriores", explica em seu site o serviço, que completa 90 anos em 2010. A agência tem por objetivo informar o Kremlin para ajudá-lo a tomar decisões nos temas político, econômico, militar-estratégico, científico e ecológico.

O primeiro serviço soviético de inteligência para o exterior, fundado em 1920, era o "Departamento estrangeiro" do NKVD, a Delegacia do Povo para Assuntos Exteriores. A organização mudou regularmente seu acrônimo na era soviética. Em 1954 passou a ser a Primeira Direção Geral da KGB, nome que guardaria até o fim da União Soviética, em 1991.

O SVR indica que suas atividades mudaram amplamente desde o fim da era soviética. Acabou sua política "global" da Guerra Fria, consistente em instalar espiões em todos os países onde existiam agentes ocidentais, e trabalha agora "onde a Rússia tem interesses autênticos, e não imaginários". "O SVR considera que não há adversários principais ou de segunda ordem", informa em seu site.

O presidente russo nomeia o diretor do SVR, que atua diretamente sob suas ordens. Desde 2007, trata-se de Mikhail Fradkov, um ex-primeiro-ministro.

Segundo um informe do ministério alemão do Interior, publicado em 21 de junho, o SVR contra com 13 mil funcionários e segue ativo na Alemanha, com agentes que atuam disfarçados com empregos de diplomatas e jornalistas.

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