Suu Kyi volta a aceitar envio de alimentos do regime birmanês

Bangcoc, 16 set (EFE).- A líder opositora e prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi voltou a receber os envios de alimentos do regime de Mianmar (antiga Birmânia), que a mantém sob prisão domiciliar, informou hoje a rádio dissidente Mizzima.

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"Suu Kyi concordou em aceitar os alimentos outra vez, por isso prepararemos os envios o mais rápido possível", disse Nyan Win, o porta-voz do partido Liga Nacional para a Democracia (LND), liderado pela Nobel da Paz.

Win afirmou que Suu Kyi, que recusou os alimentos no último mês, mudou de opinião na segunda-feira, depois de a Junta Militar concordar com algumas de suas exigências, como receber jornais e revistas internacionais e a correspondência de seus familiares.

No começo de setembro, surgiu o rumor de que a líder democrática tinha declarado greve de fome para protestar contra sua detenção ilegal em uma casa de Yangun, onde passou quase 13 dos últimos 18 anos sob prisão domiciliar.

Win afirmou que a Nobel da Paz não estava em greve, mas que perdeu muito peso ao racionar os alimentos no último mês.

Acrescentou que Suu Kyi, que se encontra enfraquecida e precisa de repouso, recebeu no domingo passado a visita de seu médico pessoal, que a examinou durante quatro horas.

Os líderes da LND afirmam que a prisão de Suu Kyi, detida pela última vez em 2003, é ilegal, porque a lei birmanesa não permite a prisão domiciliar por mais de cinco anos. EFE tai/mh

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