Suu Kyi pode ser condenada rapidamente para não disputar eleições

Bangcoc, 20 mai (EFE).- A Junta Militar de Mianmar acelerou o processo contra a líder opositora e Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi para impedi-la de retornar à política um ano antes das eleições, informaram hoje fontes de seu partido.

EFE |

Nyan Win, porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND), afirmou que, no atual ritmo, as vistas do processo podem ter fim na semana que vem.

Cinco das 22 testemunhas convocadas, entre elas quatro policiais que vigiavam a residência de Suu Kyi, compareceram ontem durante o segundo dia do julgamento realizado na prisão de Insein.

O regime birmanês está despachando tal número de testemunhas para acabar o mais rápido possível com o trâmite judicial e condenar a opositora, explicou Nyan Win.

Suu Kyi, de 63 anos, foi detida na semana passada depois de um cidadão americano ter nadado até sua casa, furando a guarda de sua prisão domiciliar.

A Nobel da Paz está sendo acusada de ter violado os termos da prisão domiciliar sob a qual se encontra desde 2003 e que expiraria no próximo dia 27.

Caso seja considerada culpada, pode ser condenada a até cinco anos de prisão, o que a impedirá de participar do pleito que a Junta Militar planeja realizar em 2010, o primeiro em 20 anos.

Em 1990, a última ocasião na qual os birmaneses foram chamados às urnas, a LND de Suu Kyi teve uma vitória arrasadora sobre o partido oficial, mas os generais se negaram a admitir a derrota. EFE grc/bba

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