A líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi negou nesta terça-feira em um tribunal ter violado as regras da prisão domiciliar, quando uma americano entrou em sua residência no início de maio.

"Não o fiz", respondeu Suu Kyi, 63 anos, ao ser questionada por um juiz na audiência desta terça-feira se admitia ter violado as restrições da prisão domiciliar.

Aung San Suu Kyi, Prêmio Nobel da Paz, é julgada desde 18 de maio na penitenciária de Insein, ao norte de Yangun.

A junta militar birmanesa a acusa de ter violado as restrições da detenção ao receber em casa, em 4 de maio, durante dois dias, o americano John Yettaw, um veterano de guerra, que chegou à residência de Suu Kyi a nado.

Suu Kyi pode ser condenada a cinco anos de prisão. Dos últimos 19 anos, ela passou 13 detida, a maior parte do tempo em sua casa às margens do Inya de Yangun.

O regime militar de Mianmar alegou ainda nesta terça-feira que tem o direito de prolongar por seis meses a prisão domiciliar de Suu Kyi, que expira em 27 de maio, e tentou convencer a comunidade internacional que pretendia liberá-la até o incidente com Yettaw.

A posição da junta foi divulgada em um comunicado distribuído aos diplomatas e jornalistas que foram autorizados a acompanhar a audiência desta terça-feira.

Aung San Suu Kyi é filha do general Aung San, herói da independência birmanesa assassinado em 1947.

hla/fp

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