Suu Kyi não é contra suspender algumas sanções a Mianmar, diz senador dos EUA

Bangcoc, 17 ago (EFE).- O chefe do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos com o Sudeste Asiático e o Pacífico, Jim Webb, disse hoje, em Bangcoc, que falou com a chefe do movimento democrático birmanês, Aung San Suu Kyi, e que tirou a impressão de que ela não se opõe à suspensão de algumas sanções.

EFE |

Webb acrescentou aos jornalistas na capital tailandesa que, pelo que ele entendeu ontem, Suu Kyi acredita que ainda há caminhos abertos de diálogo com a Junta Militar que governa Mianmar (antiga Birmânia), país que realizará eleições parlamentares em 2010, as primeiras em duas décadas.

O senador americano, que visitou Mianmar no fim de semana, disse que anos de sanções não tinham conseguido avanços democráticos, e qualificou de gestos positivos do regime militar birmanês que lhe permitisse ver Suu Kyi e que deportasse o americano John Yettaw.

Yettaw, de 54 anos e com diabetes, epilepsia e asma, foi condenado este mês a sete anos de prisão por ter violado a prisão domiciliar de Suu Kyi, após passar pela vigilância e entrar na casa da líder democrática.

A invasão de Yettaw serviu ao regime militar liderado pelo general Than Shwe para processar Suu Kyi por não denunciar o crime e condená-la a três anos de trabalhos forçados, que depois foram comutados a 18 meses de prisão domiciliar.

Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz de 1991, viveu 14 dos últimos 20 anos em prisão domiciliar.

Webb também se reuniu com Than Shwe, no sábado passado, mas evitou entrar em detalhes da conversa que manteve com o "homem forte" de Mianmar, mas disse que falará com a secretária de Estado americana, Hilary Clinton, sobre os pormenores de sua visita.

Hillary também defende testar novas fórmulas para incentivar a ditadura birmanesa a iniciar o processo da reconciliação nacional e reformas democráticas. EFE tai/an

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