Suu Kyi defende direito de apresentar mais testemunhas

Bangcoc, 24 jun (EFE).- A opositora birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi defendeu hoje através de seus advogados em um tribunal superior de Mianmar (antiga Birmânia) seu direito de apresentar mais testemunhas no julgamento por violar em maio os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003.

EFE |

Suu Kyi, que completou 64 anos na sexta-feira passada na penitenciária de Insein, nos arredores de Yangun, deseja que testemunhem a seu favor Tin Oo e Win Tin, segundo informações de sua legenda, a Liga Nacional pela Democracia (LND).

Tin Oo é vice-presidente da LND e cumpre pena de prisão domiciliar, enquanto o jornalista Win Tin pertence ao comitê central da LND e foi o preso político mais velho de Mianmar, até ser libertado no ano passado.

Os dois juízes militares que julgam a opositora birmanesa rejeitaram três das quatro testemunhas que a defesa propôs.

Suu Kyi recorreu e conseguiu que outra testemunha fosse aceita, mas não Tin Oo e Win Tin.

Se for considerada culpada, Suu Kyi pode ser condenada a uma pena de entre três e cinco anos de prisão, o que lhe impedirá de concorrer às eleições parlamentares do próximo ano.

O enviado especial da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari, deve viajar esta semana ao país asiático para preparar uma possível visita do secretário-geral do organismo, Ban Ki-moon.

Governos, políticos e personalidades de todo o mundo pedem a libertação de Suu Kyi. EFE tai/mh

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