Suu Kyi declara a juiz que não violou prisão domiciliar

Bangcoc, 26 mai (EFE).- A líder opositora birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi negou hoje que tivesse violado os termos da prisão domiciliar que cumpre desde 2003, na primeira vez que sobe ao palanque das testemunhas no julgamento realizado no presídio de Insein, nos arredores de Yangun.

EFE |

Perguntada sobre sua culpabilidade por um dos juízes militares que presidem o tribunal especial, Suu Kyi, de 63 anos, respondeu que não violou os termos da prisão domiciliar.

A Junta Militar que governa Mianmar (antiga Birmânia) autorizou hoje a presença de diplomatas e jornalistas na sala, no dia em que a defesa de Suu Kyi começou a apresentar seu caso.

A defesa da líder opositora anunciou hoje que vai convocar como testemunha em seu julgamento Tin Oo, vice-presidente de seu partido e também sob prisão domiciliar desde 2003.

Os dois foram detidos naquele ano quando sua caravana foi atacada por milícias pró-governo quando viajava ao norte de Yangun.

Tin Oo faz parte da lista de quatro testemunhas de defesa, junto com Win Tin, o preso político mais velho do país e que foi libertado em setembro de 2008, e dois advogados, informaram fontes do partido de Suu Kyi, a Liga Nacional pela Democracia (LND).

A líder opositora é acusada de dar abrigo ao americano John William Yettaw, de 53 anos, que foi detido em 6 de maio após abandonar a casa de Suu Kyi quando retornava nadando pelo lago Inya.

As autoridades acusaram formalmente Suu Kyi de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano dormisse em sua casa.

A detenção e o julgamento da Nobel da Paz de 1991 começaram a duas semanas do fim de sua mais recente prisão domiciliar, punição que cumpriu durante mais de 13 dos últimos 19 anos.

Governos de todo o mundo e organizações internacionais, com as Nações Unidas à frente, condenaram o processo e pediram a libertação imediata da líder opositora.

A defesa de Suu Kyi alega que sua cliente permitiu que Yettaw passasse a noite em sua casa por compaixão, porque percebeu que ele estava muito cansado após atravessar nadando o lago Inya e não poderia retornar.

Além disso, os defensores dizem que a culpa pela invasão é das autoridades, que são responsáveis pela segurança da casa. EFE grc/mh

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