Suu Kyi afirma que autoridades birmanesas entraram em sua casa na sua ausência

A líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, detida e julgada por supostamente ter violado as condições da prisão domiciliar, acusou a junta militar de perseguição, depois que funcionários do governo entraram em sua casa na sua ausência.

AFP |

As autoridades birmanesas realizaram na semana passada uma reconstituição da invasão do americano John Yettaw à residência da Prêmio Nobel da Paz, afirmou Nyan Win, porta-voz da Liga Nacional para a Democracia (LND), partido da líder da oposição de Mianmar.

Segundo a acusação, Suu Kyi violou, com esta invasão a sua residência, as condições da prisão domiciliar.

"Aung San Suu Kyi afirmou não estar satisfeita com a entrada em sua residência de Yettaw e das autoridades na semana passada para uma reconstituição", afirmou Nyan Win.

"Ela considera isto uma perseguição injusta", acrescentou Nyan Win, porta-voz da LND.

Aung San Suu Kyi, 63 anos, é acusada de alojar nos dias 4 e 5 de maio o americano John Yettaw, 53 anos, que chegou à casa cruzando a nado o lago Inya, em Yangun. Se for considerada culpada, a Nobel da Paz pode ser condenada a cinco anos de prisão, o que a deixaria de fora por ocasião das polêmicas eleições programada para 2010.

A junta militar alega que Suu Kyi ocultou a presença do americano em sua casa, o que justificari ao julgamento por violação das condições da detenção.

"Não há dúvida de que Aung San Suu Kyi escondeu a verdade ao não informar às autoridades sobre a presença de um imigrante ilegal", declarou o general Aye Myint, vice-ministro birmanês da Defesa.

hla-dk/fp

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