Suspeita de corrupção atinge Câmara dos Lordes britânica

Londres - A Câmara dos Lordes do Reino Unido é alvo de suspeitas de corrupção sobre alguns de seus membros, além de outros fatores externos.

EFE |

Mais de 40 lordes deram acesso privilegiados a lobistas que trabalham para empresas de relações públicas, grupos de pressão e outros organismos, segundo do jornal "Financial Times".

Do Sindicato Nacional de Agricultores à empresa petrolífera BP, empresas privadas do setor de saúde como a Bupa ou a Associação de Anunciantes, todas estas instituições têm empregados com acesso à Câmara dos Lordes.

Isso não significa necessariamente que se tenha violado o regulamento atual sobre consultores externos, que podem trabalhar para os lordes sempre que especifiquem a organização que os emprega e os clientes que podem ser beneficiados com esse acesso privilegiado.

Quatro lordes trabalhistas negaram ter oferecido seus serviços para tentar mudar determinadas leis em troca de dinheiro, o que, por sua vez, constituiria um claro caso de suborno, como denunciou o jornal dominical "The Sunday Times" após uma investigação.

As suspeitas que pesam sobre esses quatro lordes causaram fortes protestos contra os trabalhos de consultoria realizados por 140 dos 743 membros dessa câmara.

A oposição, tanto por parte dos conservadores quanto dos liberal-democratas defende mudar as leis de modo que se possa expulsá-los da câmara alta e retirar os títulos dos lordes que violem seu código de conduta.

Em declarações ao jornal "The Independent", o líder conservador, David Cameron, classifica o comportamento dos quatro de "totalmente inaceitável" e afirma que, se ganhar as próximas eleições, seu Governo mudará as leis para poder expulsar os lordes corruptos.

Segundo o jornal, além desses quatro lordes, outros oito ex-membros de governos trabalhistas que ocupam hoje cadeiras nessa câmara aceitaram dinheiro em troca de atividades de consultoria de caráter privado.

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