Surto da E. coli na Alemanha mata primeira criança

União Europeia aprova fundo de R$ 480 milhões para agricultores prejudicados por epidemia causada por cepa mortal da bactéria

iG São Paulo |

O surto de E. coli que atinge a Alemanha matou nesta terça-feira a primeira criança, uma vítima de dois anos que morreu por conta da bactéria na cidade de Hannover, elevando para 37 o número de mortos.

A vítima de 2 anos, que não teve o nome revelado, passava por tratamento para complicações causadas pelo surto de E. coli no hospital de Hannover, junto com o pai e outros dois irmãos.

AP
Contraprovas realizadas com brotos procedentes de uma fazenda do noroeste da Alemanha confirmaram que são a origem da agressiva variante da E. coli
As autoridades de saúde da Alemanha fizeram conexões entre a epidemia, a mais mortal do seu tipo na história recente, e brotos de feijão contaminados de uma fazenda orgânica na Alemanha que vendeu seus produtos para consumidores e restaurantes.

O principal centro de controle de doenças alemão, o Instituto Robert Koch, disse que o número de novas infecções parece estar diminuindo.

Até agora 3.235 pessoas forma contaminadas no surto de E. coli. Um quarto dessas desenvolveu uma complicação chamada Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU), que afeta o sangue, os rins e o sistema nervoso.

Ainda que casos tenham sido diagnosticados em outros países, todos eles foram rastreados de volta para o norte da Alemanha e todos os casos fatais aconteceram na própria Alemanha - com exceção de um vítima que morreu na Suécia.

Pacote

Nesta terça-feira, a União Europeia (UE) aprovou a criação de um fundo especial com 210 milhões de euros (R$ 480 milhões) destinados à indenização dos agricultores prejudicados pelo surto da bactéria E. coli, contrariando a posição de alguns países que consideram a quantia insuficiente.

O fundo foi aprovado durante um encontro do comitê de gestão da UE, que reúne especialistas dos 27 países-membros. As compensações ficarão em torno de 50% das perdas sofridas pelos produtores que, como consequência da crise, se viram obrigados a retirar do mercado pepinos, tomates, alface, abobrinhas e pimentões.

Segundo o secretário-geral de Meio Rural da Espanha, Eduardo Tamarit, o valor aprovado é "totalmente insuficiente", já que os agricultores espanhóis não têm "nenhuma responsabilidade" sobre o ocorrido. "Continuaremos defendendo nosso setor. Pediremos todas as compensações", acrescentou. 

Além de Espanha, França, Polônia e Eslováquia também votaram contra o valor de 210 milhões de euros aprovado, assinalou Tamarit. 

A Comissão Europeia, órgão executivo da UE, indicou em comunicado que a quantia final das indenizações será confirmada no dia 22 de julho, prazo final para os países apresentarem os pedidos de compensação, de acordo com os prejuízos sofridos por seus produtores. Fontes da UE explicaram que só foram levadas em conta as perdas dos agricultores que tiveram de retirar produtos do mercado.

*Com Reuters, EFE e AP

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