A polícia do Suriname deteve 35 suspeitos de terem participado de um ataque contra brasileiros num acampamento no Suriname, anunciou nesta segunda-feira o chefe de polícia, Krishna Mathoera-Hussainali, depois de uma denúncia de violência física, apresentada por 55 brasileiros.

Cento e trinta imigrantes, incluidos chineses e brasileiros, foram trasladados a um alojamento em Paramaribo.

"As vítimas receberam roupas, comida, e assistência emocional", disse o chefe de polícia.

"É uma lástima a comunidade do Suriname atacar brasileiros. Mas foi um brasileiro quem começou, assassinando um surinamês", disse nesta segunda-feira o policial, também presidente da Surinam Ronald Venetiaan, em entrevista à rádio local ABC. Acrescentou que o governo brasileiro havia oferecido assistência.

O ataque aconteceu na véspera de Natal, num acampamento que acolhia cerca de cem garimpeiros brasileiros que trabalham em minas clandestinas de ouro em Albina (130 km da capital Panamaribo) e foi precipitado, ao que parece, depois que um brasileiro matou um dos quilombolas - nativos colonizados pelos holandeses, informou nesta segunda-feira o governo brasileiro.

Domingo, foi enviado um avião com dois oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB), com 25 lugares disponíveis para os que quisessem voltar; apenas cinco aceitaram fazê-lo.

Nesta segunda-feira foi enviada uma outra aeronave, com capacidade para trazer de volta 40 brasileiros que quiserem regressar.

Albina, uma cidade com 10.000 habitantes, fica na fronteira entre o Suriname e a Guiana Francesa. A presença de brasileiros na região gera um clima de muita tensão, por participarem de 'garimpos', atividades de mineração clandestinas para extração de ouro.

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