Surge nova organização para defender a democracia nas Américas

Miami, 4 set (EFE).- Uma organização integrada por ativistas de origem latino-americana e surgida por causa da crise política de Honduras se apresentou hoje em Miami com o propósito de defender a democracia nas Américas.

EFE |

A American Democracy Watch (ADW) terá como objetivo manter-se vigilante para preservar a democracia, sistema político que está em "risco pela ingerência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez", na América Latina, segundo explicaram à Agência Efe dois de seus diretores.

Francisco Portillo, coordenador geral da ADW, disse que vários ativistas de Cuba, Bolívia, Equador, Honduras, Nicarágua e Venezuela decidiram criar a organização após observar que os hondurenhos estavam "sós em sua luta para preservar o processo democrático".

Chávez, na sua opinião, pretende instaurar em outros países seu "fracassado processo revolucionário" e acabar com o sistema democrático, o que causou uma crise política não só em Honduras, pois "agora também procura colocar-se na Colômbia", assinalaram.

Outra das áreas de ação que a ADW terá é tentar "conter a violação dos direitos civis e humanos na Venezuela", segundo Portillo.

Elio Aponte, tesoureiro da ADW, informou que a organização é integrada por líderes de comunidades latino-americanas em Miami para unir esforços a fim de "vigiar pela democracia em todo o continente americano".

"Surgiu pela solidariedade que temos com Honduras, um país que está defendendo um Estado de direito perante um governante que tinha violado a Constituição, Manuel Zelaya, e pela preocupação que há muitos que o defendem, mas ignoram todas as violações que cometeu", expressou o ativista de origem venezuelano.

Aponte afirmou que Chávez "tem um projeto (político) supranacional que já está afetando a Colômbia, inclusive com proselitismo por parte de diplomatas venezuelanos nesse país".

Os integrantes da ADW também planejam participar como observadores internacionais nas próximas eleições de Honduras convocadas para o dia 29 de novembro e nos Estados Unidos reativar o debate para que se aprove uma reforma migratória.

"O tema migratório foi postergado pela discussão da reforma ao setor saúde, mas os assuntos migratórios também têm a ver com a democracia neste país", disse Aponte, presidente da Organização de Venezuelanos no Exílio (Orvex).

A ADW se reunirá amanhã com Alejandro Peña Eclusa, presidente da UnoAmérica, que agrupa cerca de 200 ONGs, para "unir esforços e fazer contrapeso ao que acontece na América Latina".

Os integrantes da direção da ADW se reuniram hoje por ocasião da concentração "Não mais Chávez" em Miami.

A organização conta também com membros de Brasil, República Dominicana, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Uruguai, Peru e Porto Rico. EFE so/ma

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