Supremo rejeita processo contra membros do Governo Bush por discriminação

Washington, 18 mai (EFE).- A Suprema Corte considerou hoje que não se pode julgar o diretor do FBI (polícia federal americana), Robert Müller, e o secretário de Justiça do Governo George W.

EFE |

Bush, John Ashcroft, por discriminação na detenção de centenas de pessoas após os ataques terroristas de 2001.

O veredicto, no entanto, não estabelece imunidade para o diretor do FBI, o ex-secretário de Justiça e outros ex-funcionários de menor hierarquia acusados de discriminação étnica e racial.

O expediente leva o nome de Javald Iqbal, um paquistanês muçulmano que, junto a dezenas de pessoas, foi detido em batidas em Nova York depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Os indivíduos permaneceram detidos por dias, e muitos deles, incluindo Iqbal, foram deportados.

Os implicados denunciaram que enquanto permaneceram presos em Nova York foram sujeitos a torturas e humilhações por sua religião, e pediram indenizações apontando como responsável Ashcroft, Müller e outros pelos maus-tratos sofridos.

Em uma decisão apoiada por cinco e rejeitada por quatro dos membros do Supremo Tribunal, a corte decidiu que o processo não citava fatos concretos suficientes que sustentassem a denúncia de intenção discriminatória por parte dos funcionários processados.

A decisão não protege Ashcroft, Müller, que está no cargo desde princípios de setembro de 2001, e os demais processados.

A Suprema Corte deixou nas mãos do Tribunal do Segundo Distrito a decisão de se será permitido que os que abriram o processo emendem o caso para fortalecê-lo. EFE jab/rr

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