Supremo proíbe ex-premiê paquistanês de se candidatar a deputado

Islamabad, 25 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif não poderá se candidatar a uma cadeira no Parlamento nacional, segundo decisão de hoje da Corte Suprema, que ratificou a sentença emitida em junho do ano passado por uma corte provincial.

EFE |

Em seu veredicto, a Corte Suprema rejeitou os recursos apresentados pelo líder da opositora Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N) e o declarou "inelegível" como deputado, por ter sido condenado por casos criminosos e de corrupção.

Milhares de pessoas fizeram manifestações por todo o país para protestar contra a decisão do Supremo e apoiar Sharif, que é considerado atualmente o político mais popular do Paquistão, segundo pesquisas de opinião recentes.

Sharif foi condenado por um tribunal antiterrorista pelo fracassado sequestro, em 1999, de um avião no qual viajava o então chefe do Exército e até agosto do ano passado presidente do país, Pervez Musharraf, que depois deu um golpe de Estado contra ele.

O ex-primeiro-ministro sempre negou essa acusação.

"Não reconhecemos estes tribunais. São inconstitucionais", disse ao canal privado "Dawn" o porta-voz da PML-N, Sidiq Farouk.

Desde junho do ano passado, Sharif recusou se apresentar ao Supremo nas sucessivas audiências do caso, alegando que os magistrados que o formam e os das outras cortes superiores do país assumiram os cargos durante o estado de exceção que Musharraf declarou em novembro de 2007, após expulsar os juízes anteriores.

O Governo do Partido Popular do Paquistão (PPP), do presidente Asif Ali Zardari, reabilitou nos últimos meses a maioria dos juízes que tinham sido expulsos, mas fez isso através de ampliações das cortes, o que possibilitou manter os magistrados que assumiram o cargo com Musharraf.

Após forçar juntos a renúncia de Musharraf, a PML-N abandonou a coalizão governamental liderada pelo PPP em agosto de 2008, devido às fortes divergências em torno da restauração dos magistrados.

Até agora, a PML-N desempenhou uma oposição tranqüila, mas os analistas concordam em que a decisão do Supremo mudará o cenário.

EFE igb/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG