O primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, acena ao chegar à Suprema Corte em Islamabad, no Paquistão (19/01)
A Suprema Corte do Paquistão anunciou nesta quinta-feira que vai processar o primeiro-ministro do país, Yousuf Raza Gilani, por desacato.
A acusação é a de que o líder desrespeitou uma decisão do tribunal ao se recusar a pedir que autoridades suíças reabrissem uma investigação contra o presidente Asif Ali Zardari.
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Se condenado, Gilani pode ser condenado a seis meses de prisão e ser forçado a deixar o cargo. O Supremo ordenou que o premiê compareça a uma audiência em 13 de fevereiro, quando será formalmente acusado.
Em 2009, a Suprema Corte anulou um decreto de anistia geral que exonerava Zardari de ser responsabilizado judicialmente pelo suposto desvio de fundos públicos transferidos a um banco suíço. Desde então, vem pressionando o governo para reabrir a investigação contra o presidente.
Em uma audiência no mês passado, Gilani disse que não fez o pedido às autoridades suíças porque Zardari tem “completa imunidade dentro e fora do Paquistão”.
O processo acontece no momento em que o governo civil do Paquistão se vê em um crescente conflito com a Suprema Corte por causa de numerosas ordens anunciadas nos últimos dois anos – entre elas a questão da imunidade presidencial.
O governo paquistanês também entrou em conflito com o Exército após um escândalo conhecido como “memogate”. O caso faz referência à divulgação de um memorando no qual um ex-diplomata ligado a Zardari pedia ajuda aos EUA para conter um suposto golpe.
O Exército do Paquistão negou rumores de que prepara um golpe de Estado, reiterando seu apoio à democracia. Além disso, alertou o governo sobre as “graves consequências” de acusações nesse sentido.
Com AP e AFP
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