Supremo mantém condenação de ex-presidente de Israel à prisão

Justiça rejeita recurso de Moshe Kasav, condenado a sete anos de prisão por estuprar funcionárias do governo

iG São Paulo |

AFP
Ex-presidente israelense Moshe Katsav é visto no prédio da Suprema Corte em Jerusalém
A Suprema Corte de Israel rejeitou nesta quinta-feira um recurso contra a condenação do ex-presidente de Israel Moshe Kasav (2000-2007) a sete anos de prisão por crimes de estupro, atos indecentes, assédio sexual e obstrução da Justiça. Com isso, Katzav terá de cumprir a sentença definida em março por um tribunal de Tel Aviv.

Katsav foi condenado por estuprar e assediar funcionárias quando era presidente e ministro do Turismo. Ele recorreu da decisão dizendo que as relações sexuais foram consensuais.

"Katsav aproveitou o cargo para cometer os crimes e a sentença pronunciada contra ele está justificada", destacou a decisão da Suprema Corte.

O ex-presidente deve começar a cumprir a pena a partir de 7 de dezembro. Integrante do Likud, partido de direita do atual governo, Katsav foi denunciado por uma jovem quando ainda estava na presidência, à qual teve de renunciar por causa do escândalo.

A jovem que denunciou o ex-presidente nunca teve seu nome revelado, por causa de uma determinação da Justiça israelense. Por isso, passou a ser chamada pela imprensa de Aleph, primeira letra do alfabeto hebraico.

Segundo a imprensa israelense, Katsav teria estuprado a funcionária, que era uma de suas secretárias, no palácio presidencial. Após a denúncia, mulheres que trabalharam para ele anteriormente, no Ministério do Turismo, também fizeram acusações.

Em Israel, a condenação de Katsav tem valor simbólico por ser considerada uma mensagem às mulheres para que não hesitem em denunciar casos de assédio sexal e estupro.

Com informações de Nahum Sirotsky, de Israel

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