Supremo israelense libera destruição de casa de terrorista palestino

Jerusalém, 18 mar (EFE).- A Corte Suprema israelense deu hoje sinal verde ao Governo do país para destruir a casa de um palestino residente em Jerusalém Oriental que matou três israelenses em um ataque com uma escavadeira antes de ser morto a tiros, em julho de 2008.

EFE |

Segundo a imprensa israelense, a Corte rejeitou um recurso contra essa decisão apresentado por Taiser Duwiyat, pai de Hussam Duwiyat, o autor do ataque.

Taiser apelou à instância suprema da Justiça israelense no início deste ano, alegando que o filho não morava legalmente no imóvel.

O pai também argumentou que não era responsável pelos atos do filho e que a destruição da casa seria um castigo desproporcional contra sua família.

O Estado israelense justificou sua decisão dizendo que a destruição do imóvel é um "imperativo de segurança", destinado a não incentivar futuros ataques.

O Supremo deu a razão ao Estado e argumentou em sua sentença que um ataque terrorista pode levar a uma onda de atentados similares.

A destruição de casas de familiares de autores de atentados suicidas e outro tipo de ataques foi uma prática comumente utilizada por Israel, especialmente durante a Segunda Intifada.

Em 2005, uma comissão militar israelense opinou que essa tática não servia como elemento dissuasório de eventuais ataques terroristas.

Um ataque registrado em Jerusalém contra uma escola rabínica e que matou oito estudantes, meses antes do executado com a escavadeira, levou o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o titular da Defesa, Ehud Barak, a instaurar novamente esta prática.

EFE db/bba/an

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