Supremo invalida estado de exceção no Paquistão imposto por Musharraf

Islamabad, 31 jul (EFE).- A Suprema Corte do Paquistão declarou hoje inconstitucional o estado de exceção, imposto no dia 3 de novembro de 2007, pelo então presidente e líder do Exército, Pervez Musharraf, e invalidou todas as ações empreendidas no período.

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Em um veredicto, cujos detalhes informaram diversos meios de comunicação paquistaneses, a Suprema Corte considerou nula, em particular, a expulsão de 60 juízes de tribunais superiores e do próprio Supremo, começando por seu então presidente, Iftikhar Chaudhry.

Musharraf, que está em Londres e não foi às audiências no Supremo, impôs o estado de exceção em plena queda-de-braço com Chaudhry, acusando os altos magistrados do país de interferir nos assuntos do Executivo.

A medida foi mantida até o dia 15 de dezembro do mesmo ano e permitiu Musharraf a cortar toda a cúpula dissidente do Supremo e das cortes superiores provinciais.

A sentença de hoje foi considerada "histórica" pela imprensa do país e comemorada por centenas de letrados e ativistas políticos reunidos nas imediações do Supremo. EFE igb-ja/pd

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