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Supremo espanhol confirma absolvição de Mohammed, o Egípcio

Madri, 17 jul (EFE).- O Tribunal Supremo espanhol ratificou hoje a absolvição de Rabei Osman el-Sayed Ahmed, conhecido como Mohammed, o Egípcio, ditada pelo tribunal que julgou os atentados de 11 de março de 2004, e exonerou quatro condenados por esses ataques.

EFE |

Os absolvidos, além de "Mohammed, o Egípcio", são Basel Ghalyoun, Mohammed Almallah Dabas, Abdelilah el-Fadual el-Akil e Raúl González Peña, conehcido como "El Rulo".

O espanhol Antonio Toro, que tinha sido absolvido pela Audiência Nacional, foi condenado a quatro anos de prisão por tráfico de explosivos.

O alto tribunal absolve "Mohammed, o Egípcio" do crime de integração em organização terrorista, ao considerar que já foi condenado pelo mesmo delito na Itália.

Ahmed foi processado, junto com outras 27 pessoas, pelos atentados de 11 de março de 2004 contra quatro trens em Madri, nos quais 191 pessoas morreram e mais de 1.800 ficaram feridas, que foram cometidos, segundo a sentença, por terroristas "jihadistas".

A Audiência Nacional espanhola ditou sentença em 31 de outubro de 2007 e condenou 21 dos 28 acusados a penas que oscilavam entre três anos e mais de 40.000, e absolveu Ahmed.

A decisão divulgada hoje pela Corte Suprema espanhola diz respeito aos recursos apresentados pelo Ministério Fiscal (ministério público), por associações de vítimas dos ataques, por várias vítimas particulares e pelos 21 condenados.

O promotor só tinha recorrido da absolvição de "Mohammed, o Egípcio" ao considerar que a sentença ditada contra ele na Itália por pertencer a organização terrorista não era firme.

O promotor Luis Navajas considerou que a Audiência Nacional, o tribunal que julgou os atentados, aplicou indevidamente o princípio de não condenar duas vezes pelo mesmo delito para absolver a Ahmed, sentenciado na Itália a 8 anos de prisão por integração em organização terrorista.

Para aplicar esse princípio, argumentou Navajas, é preciso que a sentença "tenha um valor de firmeza", o que, por enquanto, não ocorreu, já que a Procuradoria italiana recorreu dessa sentença.

Por isso, tinha solicitado que "Mohammed, o Egípcio", acusado de ser "autor intelectual" do 11 de Março, foi condenado a 10 anos de prisão. EFE nac/an

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