Supremo dos EUA rejeita recurso de 4 supostos torturados em Guantánamo

Washington, 14 dez (EFE).- A Suprema Corte dos Estados Unidos encerrou hoje às apelações de quatro britânicos que dizem terem sido torturados durante o período em que estiveram presos na base naval americana de Guantánamo entre 2002 e 2004.

EFE |

Com a recusa do Supremo de revisar o caso, fica mantida a sentença de um tribunal federal de apelações, pelo qual, o ex-chefe do Pentágono Donald Rumsfeld, e dez oficiais militares são imunes às queixas de tortura e abusos religiosos apresentados por ex-prisioneiros em Guantánamo.

Os quatro britânicos, Shafiq Rasul, Asif Iqbal, Rhuhel Ahmed e Jamal Al-Harith, foram capturados no Afeganistão em 2001 e entregues aos Estados Unidos como supostos terroristas.

Segundo os homens, eles realizavam tarefas humanitárias no Afeganistão e, depois da invasão americana, buscavam meios para retornar ao Reino Unido.

Independentemente das alegações que foram feitas pelos ex-detidos, o Governo do presidente Barack Obama insistiu ao Tribunal Supremo de Justiça para não escutar a apelação com o argumento que não tinham base legal para essas queixas durante sua detenção na prisão que os Estados Unidos têm em Cuba.

Os quatro homens sustentam que durante seu cativeiro em Guantánamo foram golpeados, permaneceram algemados em posições forçadas e foram ameaçados com cachorros.

Eles as reclamações estão que os carcereiros batiam neles enquanto rezavam, os forçavam a fazer a barba, proibiam e interrompiam suas orações e ainda retiravam deles as cópias do Corão e os tapetes de orações. EFE jab/dm

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