Supremo dos EUA abre caminho para extradição de argelinos

Corte Suprema americana abriu a via para devolver à Argélia dois homens presos na base de Guantánamo e que temem retornar ao país

EFE |

A Corte Suprema dos Estados Unidos abriu hoje a via para o retorno à Argélia de dois homens que estão presos em Guantánamo, apesar de os prisioneiros não quererem voltar a seu país por medo de serem torturados.  Os juízes do Supremo rejeitaram hoje ver a apelação de Aziz Abdul Naji, que se encontra no centro de detenção da base naval americana em Cuba desde 2002.

Na noite anterior, o Supremo já tinha autorizado o procedimento para a repatriação de Farhi Saeed bin Mohammed. Tanto Naji como Mohammed alegam que, se retornarem ao seu país, poderão ser torturados pelo governo argelino ou por militantes islâmicos. Os dois fazem parte de um grupo de seis presos argelinos em Guantánamo que preferem permanecer nessa prisão a retornar a sua nação.

No ano passado a juíza federal Gladys Kessler tinha sentenciado que as preocupações destes presos sobre sua integridade física deviam ser levadas em conta e que deviam ser obtidas garantias "com verdadeira substância" de que a Argélia trataria eles de modo humano quando retornassem a sua pátria.

Um tribunal de apelações revogou posteriormente essa sentença e na sexta-feira o Supremo respaldou a decisão da corte de segunda instância. Washington assegura que recebeu garantias de Argel de que tratará esses presos da forma devida e que outros dez presos argelinos foram enviados a sua pátria desde Guantánamo sem que tenham sido vítimas de maus-tratos.

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