Supremo dinamarquês critica detenção de suspeito por morte de desenhista

Copenhague, 19 nov (EFE).- A Corte Suprema da Dinamarca considerou hoje que não havia provas suficientes para ditar a prisão preventiva em fevereiro do tunisiano S.

EFE |

C., de 37 anos, acusado de planejar o assassinato de Kurt Westergaard, autor de uma das charges de Maomé no jornal "Jyllands-Posten".

O Supremo considera por outro lado que foi correta a prisão preventiva de K. S., o outro tunisiano envolvido, de 26 anos.

A sentença representa um revés para os serviços de inteligência dinamarqueses, que detiveram em fevereiro os dois tunisianos e um dinamarquês de origem marroquina, depois afastado do caso, na localidade de Aarhus.

Os dois tunisianos foram presos e depois expulsos do país sem julgamento prévio por se considerar que constituíam um perigo para a segurança do Estado, uma decisão que foi recorrida pela Junta de Apelação para Refugiados.

O Supremo já tinha ordenado em julho repetir o processo sobre a prisão de ambos, porque os serviços de informação não o havia fundamentado de forma suficiente.

O caso sobre o plano para assassinar Westergaard, autor da famosa caricatura de Maomé com uma bomba no turbante, foi muito controvertido na Dinamarca.

A notícia recente que S. C. tinha retornado a Aarhus e vivia perto do caricaturista obrigou o Governo, pressionado pela extrema-direita que lhe dá a maioria parlamentar, a um endurecimento da normativa para pessoas em situação "tolerada", obrigando-as a dormir todos os dias em um campo de refugiados.

Westergaard, de 73 anos, e sua mulher mudaram várias vezes de residência nos últimos meses por causa das ameaças recebidas e contam com proteção.

A publicação das caricaturas em setembro de 2005 provocou uma crise internacional com o mundo islâmico, seguida de um boicote a produtos dinamarqueses e de vários ataques contra suas delegações diplomáticas. EFE alc/ma

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