Supremo da Califórnia decide contra médicos que negaram tratamento à lésbica

A Suprema Corte da Califórnia (oeste dos EUA) considerou ilegal o fato de dois médicos terem negado assistência a uma paciente, devido a convicções religiosas, já que se tratava de uma lésbica procurando tratamento para engravidar, informou uma fonte judicial nesta segunda-feira.

AFP |

Na decisão divulgada hoje e adotada por unanimidade, o tribunal da mais alta instância da Califórnia se pronunciou contra uma corte de apelações de San Diego, que havia dado razão a dois médicos processados no Civil por uma paciente.

A paciente Guadalupe Benitez desejava se submeter a um tratamento de fertilidade, mas se deparou com dois médicos que se negaram a atendê-la, por ser lésbica e porque ajudá-la a ter filhos era contra suas convicções religiosas, alegaram esses dois profissionais de saúde.

A Suprema Corte da Califórnia avaliou, contudo, que a liberdade de religião não pode servir como justificativa para a discriminação.

"É ruim e chocante que alguns médicos pensem que suas convicções religiosas os autoriza a ignorar a lei", disse Benitez, hoje com 36 anos e mãe de três filhos.

A decisão da Suprema Corte estadual permite a abertura de um novo processo em primeira instância, em San Diego.

pb/tt/LR

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