Santiago do Chile, 26 dez (EFE).- A Corte Suprema do Chile rebaixou hoje as penas aplicadas em primeira e segunda instâncias a cinco repressores, entre eles o chefe da Polícia secreta de Augusto Pinochet, no julgamento pelo desaparecimento de dois opositores em 1975, informaram fontes judiciais.

A decisão, que é definitiva, se refere ao seqüestro qualificado de Carmen Díaz Daricarrere e Eugenio Ivan Montti Cordero, membros do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR) detidos em 13 de fevereiro de 1975 em Santiago por agentes da Direção de Inteligência Nacional (Dina).

Carmen Díaz estudava Enfermaria na Universidad de Chile e Montti tinha diploma de Engenharia Mecânica na Universidade Técnica do Estado e, segundo testemunhos de sobreviventes, foram vistos no centro de torturas "Vila Grimaldi", da Dina, sendo que depois não seriam mais vistos.

Em 21 de janeiro último, a Corte de Apelações de Santiago ratificou condenação a 15 anos de prisão para o general reformado Manuel Contreras, ex-chefe da Dina, e para os ex-coronéis Marcelo Morem Brito e Rolf Wenderoth.

Além disso, sentenciou a cinco anos de prisão o ex-brigadeiro Miguel Krasnoff e o ex-suboficial Basclay Zapata.

No entanto, a 2ª Sala Penal do máximo tribunal chileno acolheu hoje um recurso da defesa e em uma decisão dividida (3 a 2) reduziu para sete anos de prisão a sentença do general Contreras; para quatro anos a de Morem e Wenderoth e para 541 dias as de Krasnoff e Zapata.

Adicionalmente, favoreceu Morem e Wenderoth com o benefício da liberdade vigiada e a Krasnoff e Zapata remeteu a sentença à obrigação de comparecer periodicamente a um tribunal.

Nenhum deles, no entanto, poderá desfrutar na prática desses benefícios, pois todos estão em prisão cumprindo penas em outros processos por violações dos direitos humanos. EFE je/fr

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