Supremo adia pleito no Paquistão até resolver candidatura de Sharif

Islamabad, 25 jun (EFE).- A Corte Suprema do Paquistão ordenou hoje o adiamento das eleições parciais da circunscrição à qual o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif quer concorrer, até que se esclareça se ele pode se apresentar, informou uma fonte judicial.

EFE |

O Governo tinha apresentado pouco antes um recurso contra a proibição a Sharif, um veredicto emitido em 23 de junho pelo Tribunal Superior de Lahore, que considerou o ex-primeiro-ministro inapto para a votação, por ter sido condenado em casos criminosos e de corrupção.

Após o recurso, o Supremo decidiu suspender de forma indefinida as eleições parciais que estavam previstas para amanhã em um distrito da cidade de Lahore, e convocou uma nova audiência do caso em 30 de junho, disse o advogado de Sharif, Akram Shaikh.

A Corte Suprema, que alegou que o caso precisa ser examinado com mais tempo, já notificou esta decisão aos partidos políticos.

O Governo, liderado pelo Partido Popular do Paquistão (PPP), recorreu da decisão, em vista de que seus aliados da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N) liderada por Sharif não fariam isso, já que desconfiam dos magistrados do Supremo.

Estes foram nomeados pelo presidente do país, Pervez Musharraf, que expulsou os juízes anteriores com a declaração do estado de exceção, em novembro de 2007.

As divergências em torno da restauração dos magistrados afastados por Musharraf foram também o estopim para que os ministros governamentais da PML-N renunciassem aos cargos em maio, apenas 40 dias após a formação do novo Executivo com o PPP.

"É um direito fundamental que Sharif possa se apresentar às eleições parciais", disse o advogado do ex-premiê, na saída da audiência. O advogado também afirmou que o líder da PML-N não se apresentará a esta Corte durante o caso, por não reconhecê-la. EFE igb/an

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