Bangcoc, 17 jun (EFE).- A Corte Suprema de Mianmar (antiga Birmânia) aceitou hoje o recurso apresentado pelos advogados da líder opositora e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, para poder convocar mais testemunhas para seu julgamento, por vulnerar os termos da prisão domiciliar, que cumpria desde 2003.

Nyan Win, membro da defesa e porta-voz da Liga Nacional Para a Democracia (LND), partido de Aung, explicou que a lei aceitando a instância continua valendo e que agora deviam esperar a comunicação do tribunal sobre a data da audiência, segundo informações de Bangcoc.

O juiz expressou sua esperança de que a alta magistratura permita pelo menos uma das duas testemunhas solicitadas.

A Promotoria apresentou uma lista com 22 testemunhas no julgamento contra Suu Kyi, que está presa desde maio na penitenciária de Insein, nos arredores de Yangun. Todas foram autorizadas de participar do julgamento, embora no final apenas 14 delas tenham sido chamadas no palanque, enquanto a defesa propôs quatro e três foram negadas.

As quatro testemunhas que foram solicitadas são Kyi Win e Khin Moh Moh, ambos advogados de defesa e já aceitos, além de Tin Oo e Win Tin.

Tin Oo é vice-presidente da LND e cumpre prisão domiciliar, enquanto o jornalista Win Tin pertence ao comitê central da LND.

A próxima audiência do julgamento contra Suu Kyi, que foi paralisado antes da defesa e da acusação apresentarem seus argumentos finais, está prevista para o dia 26 de junho e será realizada assim que o assunto das testemunhas for resolvido. EFE tai/pd

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