Supremo aceita denúncia contra Eduardo Azeredo

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira aceitar denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o senador e ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada por cinco votos a três.

BBC Brasil |

Azeredo é acusado de ter desviado R$ 3,5 milhões de três estatais para sua campanha à reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998.

O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, aceitou as denúncias contra o senador. Também votaram a favor da abertura de processo penal os ministros Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Cezar Peluso e Marco Aurélio Mello.

Votaram contra a abertura do processo os ministros José Antonio Dias Toffoli e Eros Grau e o presidente do Supremo, Gilmar Mendes. Não votaram os ministros Carmen Lúcia, Ellen Gracie e Celso de Mello.

Recebida a denúncia, agora será instaurada a ação penal contra o ex-governador mineiro.

O julgamento do caso de Azeredo havia sido interrompido em 5 de novembro, quando o ministro José Antonio Dias Toffoli pediu vista para analisar um recibo, no valor de R$ 4,5 milhões, que comprovaria que Azeredo teria recebido dinheiro de Marcos Valério.

Em seu voto durante a retomada do julgamento na tarde desta quinta-feira, Toffoli votou pela rejeição total da denúncia de envolvimento de Azeredo no esquema.

O ministro disse não ter visto provas da participação do tucano no "mensalão mineiro", que seria supostamente operado pelo publicitário Marcos Valério, que também é acusado de participar do "mensalão" petista.

No julgamento do "mensalão" petista, em 2007, o ministro Joaquim Barbosa também foi o relator e defendeu a aceitação das denúncias contra os réus.

O julgamento do "mensalão mineiro" no STF acontece na mesma semana em que outro escândalo que vem sendo chamado de "mensalão", desta vez do DEM, estourou no Distrito Federal.

No caso, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, é apontado pela Polícia Federal como principal articulador de um esquema de corrupção envolvendo integrantes de seu governo, empresas com contratos públicos e deputados distritais.

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