Supremacista e 2 adolescentes são acusados de atacar negro nos EUA

Washington, 21 ago (EFE).- Um homem de 28 anos que diz ser um supremacista branco e dois adolescentes foram acusados de atacar um negro de 76 anos e deixá-lo em estado grave no estado de Maryland, informou hoje o jornal The Baltimore Sun.

EFE |

Calvin Lockner, que tem ficha na Polícia por crimes sexuais e o nome de Adolf Hitler tatuado no corpo, foi detido na terça-feira.

Aos investigadores do caso, ele disse que, junto com dois adolescentes, atacou James Privott por este ser negro.

Os jovens envolvidos na agressão, acusados de tentativa de homicídio e outros delitos, foram identificados como Zachary Watson, de 17 anos, e Emmanuel Miller, de 16.

Segundo os documentos da Promotoria, os dois menores declararam que Lockner começou o ataque, agrediu Privott e depois roubou o veículo da vítima.

A vítima do ataque, um servidor aposentado, permanece internado com dois dentes quebrados e fraturas nos ossos da órbita ocular.

Em seu depoimento, Miller contou que ele e os dois companheiros se aproximaram de Privott e da mulher deste para pedir água e cigarros ao casal, que pescava no Parque Fort Armistead.

Lockner, enfurecido por Privott ter dito que não tinha nem água nem cigarros, insultou-o com um comentário racista.

A agressão a Privott aconteceu depois que a mulher dele foi embora. Enquanto insultava o negro com novos xingamentos, Lockner agrediu-o pelo menos 10 vezes.

Watson disse que o supremacista branco usou uma barra de ferro.

Já Miller declarou que Lockner tinha um taco de beisebol nas mãos.

De acordo com as autoridades, o principal agressor roubou a carteira de Privott, na qual havia US$ 19, e as chaves de sua caminhonete, usada na fuga do trio e depois localizada pela Polícia.

EFE jab/sc

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