Suprema Corte rejeita recurso e mantém execução de atirador de Washington

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira um recurso para a suspensão da execução da sentença de morte determinada para o ex-militar John Allen Muhammad, atirador que matou várias pessoas em locais públicos de Washington, em 2002. A corte não deu os motivos por ter rejeitado o recurso dos advogados de Muhammad.

BBC Brasil |

O réu agora poderá pedir clemência ao governador da Virgínia, Thimothy Kaine, como último recurso antes de sua execução.

Muhammad, de 48 anos, deve ser executado nesta terça-feira pelo assassinato de Dean Harold Meyers, uma de suas dez vítimas. Nos ataques, que se espalharam por um período de três semanas, ele contou com a ajuda do então adolescente Lee Boyd Malvo, que cumpre pena de prisão perpétua por sua participação nos crimes.

Os dois homens mataram seis pessoas nos Estados do Alabama e Louisiana, antes de chegarem a Maryland, Washington D.C. e Virgínia. Meyers foi morto em um posto de gasolina em Manassas, na Virgínia.

Injeção letal
Se seu pedido de clemência ao governador for negado, Muhammad será executado com uma injeção letal na prisão onde está, também na Virgínia.

Seus advogados criticaram a decisão da Suprema Corte.

"(O Estado da) Virgínia vai executar um homem com uma doença mental grave", afirmou o advogado Jonathan Sheldon à BBC.

"O psiquiatra o examinou e afirmou que ele é paranóico, psicótico e delirante (...) e nós temos um exame de tomografia do cérebro dele mostrando três problemas congênitos, dois deles relacionados à esquizofrenia."
De acordo com Sheldon, a falta de emoção de Muhammad quando ficou sabendo que seu recurso foi rejeitado, demonstra que ele não é capaz de entender a sentença, pois ele "não se importa, ele realmente não fez nenhum comentário a respeito".

"Você recebe a notícia que a Suprema Corte rejeitou seu pedido de recurso e você deverá ser morto no dia seguinte, você teria uma certa reação. E todos nós teríamos algumas semelhanças nisso, nos preparando para nos encontrarmos com o Criador, deveria haver alguma oração, você sabe... alguma preparação", afirmou o advogado.

Cidade paralisada
Correspondentes afirmam que a execução de Muhammad revive as memórias de 2002, quando a região de Washington foi paralisada pelo medo dos ataques.

As vítimas do atirador foram alvejadas enquanto faziam compras, abasteciam os carros em um posto de combustível ou apenas estavam paradas na rua, lendo, sempre com apenas um tiro disparado à distância.

Depois de três semanas, Muhammad foi preso em uma parada de caminhões junto com Lee Malvo, que tinha apenas 17 anos na época.

Além dos dez assassinatos, eles também são suspeitos de outros crimes em outros locais.

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