TEGUCIGALPA - A Suprema Corte de Honduras rejeitou o ultimato da Organização dos Estados Americanos (OEA) que exigiu a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao poder no máximo até domingo.


AP
Chefe da OEA desembarca em Honduras
Insulza (esq) desembarca em Honduras
O chefe da OEA, Jose Miguel Insulza, visitou Honduras nesta sexta-feira na tentativa de convencer o governo interino a concordar com a volta de Zelaya.

Segundo a agência AP, Insulza se reuniu durante duras horas com Jorge Rivera, presidente da Suprema Corte de Honduras, que autorizou o golpe de Estado que tirou Zelaya do poder no último domingo.

"Insulza pediu que Honduras restituísse Zelaya, mas o presidente da Corte respondeu categoricamente que existe um mandado de prisão para ele", disse Danilo Izaguirre, porta-voz do Tribunal. "Agora, a OEA terá de decidir o que quer fazer."

Insulza não fez nenhum comentário ao sair da reunião. Na quarta-feira, a OEA ameaçou suspender Honduras da instituição se Zelaya não voltar ao poder em 72 horas, prazo que acabaria no próximo domingo.

Manifestações

O chefe da OEA visitou Honduras em um dia marcado por manifestações a favor e contrárias a Zelaya. Cada um dos grupos conseguiu juntar entre 10 mil e 15 mil pessoas, que tomaram as ruas de forma pacífica.

Roberto Micheletti, presidente interino, liderou uma mobilização contra Zelaya em frente à Casa Presidencial, na qual os presentes seguravam cartazes com dizeres como "estamos com a paz e a democracia" e "viva a Constituição". "Isto não é um golpe, isto não é um golpe", gritou Micheletti.

Os seguidores de Zelaya marcharam pelas ruas próximas à sede do governo em direção à sede da OEA. As pessoas seguravam cartazes que diziam "queremos Mel (Zelaya) já", "gorilas, saiam do poder" e "seja bem-vindo Insulza, obrigado por restituir Mel como presidente".

(Com informações da AP e da EFE)


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